segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Orfeu e Eurídice (26/01/20010)

(26/01/20010)


Onde está o meu amigo perdido?

Onde está aquela pessoa de quem eu tanto gostava, com quem partilhava um passado atribulado e histórias divertidas?

Conheço o paradeiro do corpo que continha o meu amigo, mas não sei onde ele está... Queria encontra-lo, vê-lo mais uma vez por detrás da pessoa que é agora.

Custa-me sabê-lo aqui e não poder vê-lo... Custa-me vê-lo e não o conseguir sentir...

Onde estás? Para onde foi o meu amigo?

Iria ao fim do mundo, ao inferno, aos jardins suspensos da Babilónia para te fazer voltar! Se soubesse que podia recuperar o meu amigo iria até ao Hades, qual Orfeu atrás da sua Eurídice, deambularia pelo submundo e trazer-te-ia de volta e prometeria não cometer o erro de Orfeu e nunca olhar para trás!

Nunca olharia para trás!

Desde que pudesse salvar-te!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

As Vicissitudes do Destino

É curioso como por vezes é preciso que alguém de fora nos diga algo para nos apercebermos da sua veracidade (mesmo que os nossos amigos já nos tenham repetido tal facto milhões de vezes).

É curioso como por vezes não conseguimos ver algo que está mesmo à nossa frente (mesmo quando nos forçamos a ver coisas que mal são visíveis).

É curioso como por vezes qualquer música nos pode relembrar algo que nos esforçamos por esquecer (mesmo que já a tenhamos ouvido mais de mil vezes sem termos reparado nisso).

É curioso como por vezes conseguimos agir tão disparatadamente ao ponto de perder oportunidades (mesmo que já as tenhamos imaginado um milhão de vezes).

É curioso como quanto mais aborrecida e frustrante a vida que vivemos de dia, melhores e mais interessantes são os sonhos que sonhamos de noite (e pior o fatídico acordar).

É curioso como a comicidade das situações que me rodeiam está sempre proporcionalmente associada ao nível de desgraça e idiotice que representam, especialmente se eu for a protagonista.

Enfim, são curiosas as vicissitudes do Destino!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Resolution

I know I've promissed time and time again that I'll write and post more stuff more often but there's been an amount of things that don't allow me to do it.


I know I've been promissing this for a whole year and didnt kept my promisse but this time I'll really really try not to forget!


(God how I hate promisses!!)

Palavras soltas

07/12/2009


Ele já vinha ligeiramente embriagado quando foi ter com ela.

Depois olhou para ela, com aqueles olhos enternecidos, aquele sorriso completamente aberto e incontrolável, como se os seus lábios se quisessem abrir ainda mais em felicidade e rasgar toda a pele da sua cara.

Disse-lhe uma série de banalidades e ela respondeu-lhe do mesmo modo, como sempre, os idiotas diplomáticos do sempre…

“Que bem nos faria sermos antipáticos um para o outro e dizer algumas verdades desagradáveis como dantes.” Pensou ela, não aguentando e sentindo, subitamente que também os seus lábios lutavam por rasgar as suas bochechas na busca de um sorriso maior, mais profundo, que pudesse falar por si.

E lá ficaram os dois mentecaptos, a sorrir um para o outro, como se se estivessem a lembrar de uma anedota engraçadíssima.

Depois, quando ele finalmente se mexeu, na tentativa de ir falar com as outras pessoas, as suas faces subitamente normais, ele resolveu parar novamente, retrocedendo na sua tentativa de se ir embora. Aproximou-se para lhe acariciar a cara, desta vez com um sorriso triste no rosto, desempenhando o gesto mais terno que alguma vez tinha tido para com ela desde que se conheciam, há tantos anos.

“Realmente, que bela anedota somos…” Pensou ela, enquanto se afastava.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Breaking Dawn - Stephenie Meyer


"My head was too crazy. My thoughts bounced around inside my skull like a disoriented swarm of bees. Noisy. Now and then they stung. Must be hornets, not bees. Bees die after one sting. And the same thoughts were stinging me again and again."

"I´d fantasized about Bella that way too many times, back when there was still a possibility of us, and then long after it was clear that the fantasies would only leaves festering sores because there was no possibility, none at all. I hadn't been able to help myself then. I couldn't stop myself now."

"I felt like - like I don't know what. Like this wasn't real. Like I was in some Goth version of a bad sitcom. Instead of being the A/V dweeb about to ask the head cheerleader the prom, I was the finished-second-place werewolf about to ask the vampire's wife to shack up and procreate."

"Why do you always have to love the wrong things?"

"I'll never take anyone's will away from him."

"Maybe I just couldn't resist another hit of my dwindling drug suply."

"Great, now I was the court jester."

"I didn't think about our conversation. Not because there wasn't anything to think about, but because I couldn't stand it."

"Magic wasn't gooing to save me. I was just going to have to take the torture like a man. Suck it up."

"Stenght and hate and heat - red heat washing through my head, burning but erasing nothing. The images in my head were fuel, building up the inferno but refusing to be consumed. I felt the tremors rock me from head to toe, and I did not try to stop them."

"Only the known is safe. Only the known is tolerable. The unknown is... a vulnerability."

Long time, no see!

Devido a uma grande ausência de inspiração dentro de mim e, também, ausência do mundo das tecnologias este blogue parece ter sido abandonado e morrido há muito tempo, mas posso garantir que tal não aconteceu e, sempre que conseguir, cá voltarei com os temas do costume!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Shhhhhhhh...

O silêncio...

Consegues ouvir o silêncio? Já alguma vez o ouviste? Não!

Acredito que poucas são as pessoas que já realmente o ouviram. Eu também ainda não o tinha ouvido até há pouco. Calamo-nos, mandamos calar quem nos rodeia e tentamos ouvi-lo, mas ele não está presente para ser ouvido e o pior é que acreditamos que está.

Na cidade, assim como na minha mente, o ruído nunca cessa, mesmo quando se pensa que sim. Calo-me e penso no silêncio mas, rapidamente, algo surge e dá um sinal sonoro da sua presença. Quer seja algo real e palpável, no mundo lá fora, ou algo dentro da minha mente.

Os sons da minha mente são os piores. Se fechar os olhos, consigo esforçar-me e iludir a minha mente ao ponto de acreditar que as ruas estão silenciosas, os vizinhos estão silenciosos, as estradas estão silenciosas, mesmo que por breves instantes. Mas não consigo isolar-me dos sons da minha mente, dos pensamentos, das palavras, da música pouco harmoniosa e confusa que toca incessantemente dentro de mim. Concentro-me, esforço-me ao meu máximo mas apenas sinto a frustração de querer algo que não existe, de estar a lutar contra algo que é impossível, algo que não é natural, algo que sei que me traria paz mas que tenho a certeza que nunca alcançarei.

Durante anos acreditei que não era possível calar a minha mente, que nunca conseguiria atingir o estado pleno de paz, que nunca conseguiria alcançar o silêncio de que precisava cada vez mais para viver. Precisava de me concentrar, de me abstrair, de ganhar novas forças para novas ideias, novos projectos, novos começos. Todo o dinamismo dentro de mim estava a sufocar, a endoidecer, atordoado pela confusão, pelo barulho, pelo movimento.

Agora, tudo mudou. Já o ouvi. Alcancei uma das coisas pelas quais almejava ardentemente, uma das coisas pela qual o meu ser me macerava as ideias, implorando, rastejando e gemendo “silêncio, silêncioooo”. Consegui encontrá-lo, afinal existe, e não exige nenhum esforço herculeo da minha parte. Quando menos o esperava encontrar, quando já o considerava uma causa perdida ele apareceu e tomou-me de uma vez, prostrando-me aos pés da sua grandiosidade.

Quando não o esperava, encontrei-o e ao o fazer, tal foi a sua naturalidade e singelidade que nem o senti. Movida por uma força maior que eu, caminhei sozinha, sentei-me na terra e comecei a apreciar as estrelas, como sempre fizera, mas algo era diferente. Olhei em volta, nada se mexia, não parecia existir nada de fantástico à minha volta até que me apercebi do que se passava. Era o silêncio. Nada, nada, nada... Nem um som real ou imaginário para me atormentar.

Deixei-me estar, sem pensar em nada, sem me aperceber de quantos minutos passavam nem do que me rodeava, só via as estrelas e usufruia do silêncio, maravilhada com a sua imponência, atingindo um completo estado de nirvana e permitindo que este clarificasse a minha alma.

Não voltarei a ouvir o silêncio tão cedo, mas sei que ele existe e sinto a minha mente mais calma e renovada pelo poder que aqueles momentos tiveram sobre mim. Ainda consigo senti-lo, consigo imaginá-lo...

Shhhhhhhh...

Deixa o silêncio apoderar-se de ti...

Shhh...