segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
2 meses!
I
Oh Coimbra, que te conheço bem
Dizer não posso, é verdade…
Mas, apesar disso, teu nome contém
A doce carícia da liberdade.
De cada vez que penso em partir
Para uma desconhecida cidade,
Sinto um arrepio pelo corpo a subir,
Fazendo com que não sinta saudade.
Fecho os olhos e não cesso de imaginar
Que percorro esta ou aquela rua.
Mentalmente, não paro de explorar
Cada local, cada canto, cada momento
Desta cidade que espera que a possua.
Oh Coimbra, dá-me o teu alento!
II
Oh, honrada cidade dos estudantes!
Já faltou mais para que junto a ti
Estivesse! Penso em ti todos os instantes
Em que sonho! A minha mente sorri
Com o suave toque da independência
Que tu representas para mim!
Deus, aumentai a minha paciência,
Ajudai-me a não alcançar o meu fim
Antes de partir para as descobertas
Que me esperam! Não descobrirei
Mares inóspitos nem terras desertas
Mas encontrar-me-ei. Contigo,
Viverei, criarei e aprenderei
Muito mais do que aqui consigo!
domingo, 22 de junho de 2008
Here's to you mate
Há cerca de dois meses atrás um grande amigo, comentando um poema meu, escreveu o seguinte:
"Pobre Catarina que morre entre as linhas da poesia. Derrete-se no alcohol e morre entre o papel."
É fantástico como consegues dizer coisas tão bonitas e que são mesmo muito reais... Cada vez mais reais. Nem sei se isso será bom ou mau...
sábado, 3 de maio de 2008
20:20 – 09/04/2008
Aquando da minha criação,
Deus não me concedeu um coração.
Mas, não é um defeito,
Isto que está dentro do meu peito.
Aqui dentro, protegida pelas costelas,
Jaz uma caixa, incrustada de coisas belas.
Não de jóias que se possam comprar,
Mas sim daquelas que custam a ganhar.
Cicatrizes que contam longas histórias,
Repletas de dolorosas glórias.
Marcas definitivas de experiências
Para sempre nas minhas demências.
Em vez de sangue, nas minhas veias,
Correm vontades, correm ideias
Infinitas, que magoam e dilaceram
Este corpo de que se apoderam.
E, no meu cérebro, estão guardadas
Todas as coisas pelas artérias levadas.
Porém, a caixa, se vazia não está,
Eu mal sinto o que está lá!
É que este objecto magnifico e inumano
Foi talhado pelo meu pensamento tirano
Que, ainda antes de eu nascer,
No meu ser se fez desenvolver.
A caixa tem o formato do sonho
E está guardada pelo mais medonho
Dos vigilantes. A Dúvida maldita
Que constantemente me deixa aflita.
Lá dentro, pouco se encontra…
Poemas, rebeliões, historias de faz de conta,
Os únicos triunfos que me pertencem
E que realmente me trazem bem.
Assim, claro é o que me move
Nesta existência. A vazia caixa comove
A minha pessoa e sou impelida
A esforçar-me por lhe dar vida.
Agora percebes porque não tenho coração?
Porque algo detentor de mais paixão,
Integridade, nobreza, riqueza e poder
Se abriga no meu seio. É o desejo de ser
Sempre mais, de alcançar a glória
De um dia deste mundo ser história.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Setúbal...
Cidade do Rio Azul
I
Cidade, que o rio namora
Na mais perfeita união
Sem sentirem a idade.
O rio, diz sempre à cidade
Somos “um só coração”.
II
Cidade, que o rio adora
Como poeta a sonhar…
E seus versos vai cantando,
Ora alegre, ora chorando,
Ou em murmúrio a rezar.
Setúbal, minha cidade
Cidade do rio azul…
Cenário que a natureza
Nos deu com tanta beleza
Sem igual, de norte a sul…
Cidade, minha cidade,
O teu rio é teu senhor.
Que há tantos séculos te beija
Mas te ama e te deseja,
Como fora um novo amor.
III
Setúbal, tens teus poetas,
Que te cantam sem cessar…
Tuas praias, teus encantos
As mágoas, sorrisos e prantos,
Dos que labutam no mar.
IV
Tantas vezes te cantou
Bocage teu filho amado
Que de saudades morria,
Sem saber, se voltaria,
A ver o seu pátrio Sado.
Carlos Costa (meu avô)
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
8th Birthday and Christmas without you grandpa...

Unforgettable, though near or far
Like a song of love that clings to me
How the thought of you does things to me
Never before has someone been more
Unforgettable, in every way
And forevermore, (and forevermore)
Thats how youll stay, (thats how youll stay)
Thats why darling its incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am unforgettable too
No, never before has someone been more
Ooh unforgettable, (unforgettable)
In every way, (in every way)
And forevermore, (and forevermore)
Thats how youll stay, (thats how youll stay)
Thats why darling its incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am unforgettable too
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Porto Côvo

Tenho saudades de Porto Côvo e do mar e das rochas e da areia e dos cheiros e das flores amarelas e do pôr-do-sol e da relva e dos animais a descansarem e da maresia e das estrelas e dos ruídos do campo e das casinhas azuis e brancas e dos bancos de pedra branca e dos bancos de madeira vermelha e da esplanada de metal e da rua principal e da calçada de granito azul-escuro e dos cães à solta e das pessoas a passearem e do parque de campismo e da geladaria e da pizzaria e do sol e do silêncio e da solidão e das pessoas que se conhecem todas e das roullotes no fim da rua e das casas fechadas há anos e dos passeios nocturnos e da noite adoravelmente fria e do forte e da ilha e da esperança e da canção e das memórias e da vida que todas essas coisas emanam.
